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06
Jun
09

semana de letras da ufpr – patricia reis braga – canto xxii – universidade federal do paraná – centro de filosofia, ciências e letras – 29/05/09

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Edifício histórico da UFPR, visto a partir do 12 andar do edificio D. Pedro I – Reitoria – Curitiba.

O encerramento da Semana de Letras da UFPR contou com a apresentação do Canto XXII da Ilíada por Patricia Reis Braga.  A performance aconteceu no Anfiteatro do Setor de Letras Vernáculas no 11 andar do Edificio D. Pedro I da Reitoria.

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Alessandro Rolim de Moura, doutor em letras clássicas pela Universidade de Oxford  e professor de literatura grega e latina na UFPR, fez uma breve introdução ao Canto XXII apresentando uma sinopse dos principais momentos da narrativa.

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Apesar das súplicas de Príamo e Hécuba para que não enfrentasse Aquiles e retornasse para dentro dos muros da cidade, o herói troiano, movido por brio e coragem, decide não se esquivar ao combate e parte em direção à morte.

“Heitor, que fazes?
Sem auxílio a tal monstro não te oponhas;
Longe em forças te excede, e vai matar-te.
Oh! Quanto a mim fosse ele aos deuses grato,
Que, sendo em breve a cães e abutres cevo,
Este meu coração consolaria!
Trucidando ou vendendo em longes terras
Filhos tantos e tais, privou-me deles;
Nem Licaon enxergo e Polidoro,
Que Laotoe me pariu formosa e casta:
Se estão nos arraiais, com ouro e bronze,
De Altes famoso à filha inteiro dote,
Os remiremos; se a Plutão baixaram,
Dor é minha e da mãe que os procriamos;
Será breve a do povo, se de Aquiles
Não te prostra o furor. Entra, meu filho,
Não lhe dês glória tanta; para esteio
De Tróia te reserva e das Troianas.
Pena há de mim que, são de mente ainda,
Sinto no cabo da velhice males
Por Jove amontoados: filhos mortos,
Filhas cativas, tálamos corruptos,
No tropel a esmagarem-se crianças,
Noras de rojo em brutas mãos profanas,
Quiçá, de alma arrancada a brônzeo fio,
Cães ao portal em peças me devorem,
Guardas que à minha mesa eu nutri mesmo,
E em meu sangue apagando a raiva e a gana,
Se espojem no vestíbulo! Em batalha
Jazendo um moço, lhe aparece tudo
Nédio e composto; mas, defunto um velho,
Já de cabeça branca e branca barba,
De vergonhas à mostra, o lacerarem
Torpes cães… Oh! Miséria das misérias!”

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O drama narrado pela Iliada chega à seus momentos finais neste canto: O combate entre Aquiles e Heitor cifra o desfecho da guerra de Tróia. Após correr três vezes ao redor dos muros da cidade, Heitor decide enfrentar Aquiles com o apoio de seu irmão Deifobo. Palas Atenas, no entanto, o enganara, assumindo as formas do irmão e desaparecendo no momento crucial da luta. Aquiles mata Heitor e recusa-se a entregar o corpo aos troianos.

“Ai! Se entro agora,
Mo exprobrará primeiro Polidamas,
Que a recolher a gente aconselhou-me,
A noite em que aziago alçou-se Aquiles.
Fora melhor; a pertinácia minha
Danou do povo a causa! Os nossos temo
E as Troianas de peplos roçagantes;
Ouço em roda: – Ei-lo Heitor, que temerário
O exército perdeu! – Di-lo-ão por certo.
Mais vale ou triunfar do imano Aquiles,
Ou morrer pela pátria em luta honrosa.
E se elmo e escudo e lança ao muro encosto,
E indo encontrá-lo, dar prometo Helena,
Motivo desta guerra, e o que Alexandre
Nos trouxe em cavas naus, para os Atridas,
Para os outros Aqueus o que Ílio encerra;
Que de ancião com firmeza os Teucros jurem
Nada ocultar, e dividir ao meio
Quanta riqueza esconde a grã cidade…
Quê! Deliras, minha alma? Eu suplicante!
Sem mais dó nem resguardo, a mim sem armas,
Qual imbele mulher, há-de imolar-me.
Do rochedo e carvalho não é tempo
De lhe ir falar como donzela e moço,
Quando moço e donzela entre si falam.
Combater, investir: saiba-se, e presto,
A quem o Olímpio agora entrega a palma.”

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Andrômaca, vendo Heitor morto em frente às muralhas troianas, chora a perda do marido, e desespera-se ao vislumbrar o futuro de seu filho Astiánax.

“Heitor, ai! Triste,
Com fado igual nascemos, tu nos paços
Do rei Príamo em Tróia, eu na Tebana
Hipóplaco selvosa, onde criou-me
De menina Eetion para infortúnios,
E antes me não gerasse! Ora ao subtérreo
Orco desces profundo, e em luto e nojo
No viúvo aposento me abandonas;
Nem do nosso filhinho és mais o arrimo,
Nem ele o teu será. Da crua guerra
A escapar, não se escapa à desventura;
Mudado o marco, o esbulharão do prédio.
O pupilo no dia da orfandade
Perde os jovens amigos: baixo o rosto,
Água nos olhos, se o do pai segura,
Um pela túnica, outro pela capa,
Indigente é repulso; o mais piedoso
Bebida num copinho lhe escanceia,
Que os beiços banha e o paladar não molha.
O que possui os genitores ambos,
Fero da mesa o expulsa, espanca e enxota:
-Sai, conosco teu pai já não convive. -
Tal há-de vir choroso à mãe viúva
O infante meu, que aos paternais joelhos
Com tutanos de ovelha se nutria,
E lasso de brincar, entregue ao sono,
Da nutriz afagado ao brando colo,
Contente em mole berço adormecia.
Órfão, misérias sofrerá meu filho,
Que Astianax os nossos denominam,
Porque eras, nobre Heitor, único apoio
Destas muralhas. Ante as naus rostradas,
Longe dos pais, hão-de roer-te vermes,
Depois que nu te comam cães raivosos,
A ti, que hás finas e elegantes vestes,
Por tuas servas e por mim tecidas.
Já que para a mortalha nem te servem,
Em honra tua ao fogo vou queimá-las,
Dos Teucros em presença e das Troianas.”

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O canto encerra com tristeza e luto geral dos troianos pela perda de seu maior herói e principal defensor.

“As mulheres ao pranto ecos faziam.”

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Fotos: Gilson Camargo

01
Abr
09

guta stresser e thais tedesco (cantos ix e x)

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Guta Stresser – Canto IX

Ronda-se a praça. Os Dânaos sobre-humano
Abalo invade, irmão de frio medo;
Agro luto os fortíssimos domina.
Qual da Trácia a roncar Zéfiro e Bóreas,
Incha a piscoso ponto, e escarcéu turvo
Em monte arqueia e de alga inunda as praias;
Tal borrasca aos Aqueus revolve o seio.
Chagado n’alma o Atrida, arautos manda
Convocar em segredo a flor dos sócios,
E ele alguns sem estrépito procura.
Mal abanca o tristonho juntamento,
Ergue-se, e como de árdua penha brota
Negro olho d’água, em fio lagrimando,
Fundo suspira: “Príncipes e amigos,
Enredou-me o Satúrnio em lance infesto!anto
Depois de Ílio assolada, e quer arteiro
Que, perdido o meu povo, inglório volte?

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Thais Tedesco – Canto X

Liga os demais a noite em mole sono;
Em claro a passa o rei de tantas gentes,
Gravíssimos cuidados ruminando:
Qual de Juno pulcrícoma o consorte
Lampeja crebro, se aguaceiro ajunta,
Granizo ou neve que embranqueça as lavras,
Ou se abre à guerra amarga as fauces negras;
Tal suspira, e as entranhas lhe estremecem.
Turbado considera em cerco de Ílio
Os muitos fogos, o rumor dos homens,
Das tíbias e trombetas; mas, se atenta
O Aquivo exército e as silentes praias,
Aos Céus queixando-se os cabelos carpe,
No íntimo geme o coração brioso.
Melhor enfim parece-lhe ao Nelides
Ir consultivo e combinar com ele
Como os Dânaos defenda.

Fotos: Gilson Camargo

10
Mar
09

reunião com alfredo manevi – ministro interino da cultura

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O projeto Homero nas Bibliotecas foi apresentado ao ministro interino da Cultura Alfredo Manevi por iniciativa do deputado federal Angelo Vanhoni e da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura. A reunião pautava estratégias de ampliação da interface entre as politicas culturais do Ministério da Cultura (MinC) e o estado do Paraná.

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Estavam presentes na reunião: Carlos Alberto Vieira Filho, chefe de gabinete do MinC, Paulo Brum, assessor especial do ministro da Cultura, Sandro Machado, assessor parlamentar, o fotógrafo Kleber Fragoso, a jornalista e assessora de imprensa da casa Patricia Saldanha e Octavio Camargo, diretor da Associação Cultural e Artistica Iliadahomero.

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Após as considerações iniciais do deputado Angelo Vanhoni, foi exibido o documentário em vídeo com depoimentos dos 24 atores que integram a Cia Iliadahomero de Teatro. O audiovisual foi produzido para a apresentação do projeto junto ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) no ùltimo simpósio promovido pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) em outubro de 2008.

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Octavio Camargo apresentou ao ministro a recente publicação da Iliada na tradução de Odorico Mendes (Ateliê/Unicamp), salientando que a revisão e as notas ao texto na edição preparada por Salvio Nienkötter auxiliam em muito à compreensão da obra. O projeto Homero nas Bibliotecas prevê a publicação em formato jornal de 90 mil exemplares da Iliada em texto integral, a serem distribuídas durante os 2 anos de itineração dos atores pelas 9 capitais brasileiras selecionadas para sediarem as apresentações.

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Ao perceberem que tratava-se de importante estímulo a uma política nacional de incentivo à “loucura” leitura, Manevi e Camargo riem do ato falho e abre-se a discussão para as questões de encaminhamento técnico e custos orçamentários.

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O ministro expressou entusiasmo com a possibilidade de itineração dos monólogos pelas bilbiotecas do SNBP e buscou indicar caminhos para a participação do MinC em sua viabilização. Além dos mecanismos de isenção fiscal que podem ser propiciados pela lei de mecenato – PRONAC, cogitou-se a inclusão, ainda que parcial, do projeto no Fundo Nacional de Cultura (FNC).

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A análise desta perspectiva e de outras vias de fomento para o projeto Homero nas Bibliotecas está sob responsabilidade do chefe de gabinete do MinC, Carlos Vieira, que indicará os proximos encaminhamentos.

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O deputado Angelo Vanhoni reiterou a importância da inclusão do projeto no FNC, lembrando que a participação direta do Ministério no projeto, mesmo que escalonada e parcial, ajudará em muito na captação dos recursos complementares via PRONAC.

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Aguardando pronunciamento sobre as questões suscitadas pela reunião, o diretor da Associação Cultural e Artistica Iliadahomero reflete sobre os encontros agendados para o dia seguinte em Brasilia. Em pauta estavam reuniões com o coordenador estadual de bibliotecas do Distrito Federal, Cassemiro Souza, e a gerente de articulação institucional e fomento do Departamento de Museus e Centros Culturais do Iphan, Eneida Braga Rocha de Lemos.

Fotos: Gilson Camargo

02
Mar
09

primeira assembléia anual ordinária – associação cultural e artística iliadahomero 01/03/09

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ATA DA 1.ª ASSEMBLÉIA ANUAL ORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA ILÍADAHOMERO

Ao 01. dia do mês de março de 2009, 15:00 horas, na Rua Atílio Bório, 603, Alto da XV, Curitiba-PR, reuniram-se em primeira e segunda convocação, as pessoas abaixo assinadas, devidamente convocadas por e-mail em 26/02/2009, associadas da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA ILÍADAHOMERO, para a realização da 1.ª Assembléia Anual Ordinária da entidade e de acordo com a ordem do dia que constou da convocação.
Por indicação dos presentes, foi escolhido o associado Octávio Camargo para presidir esta assembléia. O mesmo escolheu o associado Gilson Camargo para secretariar os trabalhos e redigir esta ata, para posterior registro junto aos órgãos notariais competentes. O presidente da assembléia iniciou os trabalhos informando aos presentes que a assembléia deliberaria sobre os seguintes assuntos:1. Leitura e Homologação do Relatório Anual de Atividades da Associação e de sua Diretoria.
2. Votação da proposta de mudança de endereço da Associação para a Rua Atílio Bório, 603 – Alto da XV – Ctba / PR CEP 80050-250. O presidente da assembléia, fazendo uso da palavra e na qualidade de Diretor Administrativo da entidade, submeteu à assembléia o primeiro item da ordem do dia, procedendo à leitura do relatório anual de atividades da Diretoria, que segue abaixo transcrito e faz parte integrante da presente ata:

“A ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA ILÍADAHOMERO foi constituída em 12/06/2008, com aprovação de seu estatuto e eleição de sua primeira diretoria.Desde então, foram envidados esforços múltiplos para viabilizar o projeto “Homero nas Bibliotecas”, mediante a apresentação cíclica dos XXIV Cantos da Ilíada de Homero, na tradução de Odorico Mendes, nos auditórios de bibliotecas de 9 capitais brasileiras.
O projeto, em suas linhas gerais, se encontra no anexo arquivo em PDF, o qual já circulou – em versão ampliada – em diversas esferas administrativas do Ministério da Cultura, do PRONAC, em eventos do SNBP – Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e nas Diretorias das 9 bibliotecas públicas de capitais selecionadas para o projeto (Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Brasília, Belém, Recife, São Luís). Até o momento, o projeto tem sido recebido com bastante entusiasmo por estas esferas.

Delineiam-se duas alternativas para sua concretização: (i) sua viabilização no MINC por lei de incentivo ou (ii) a inclusão do mesmo em alguma linha de financiamento/patrocínio direto de natureza pública ou privada. Especialmente no primeiro caso, há grandes amarras burocráticas a serem vencidas (p.ex. aprovação de um único projeto multi-disciplinar ou vivisecção do projeto em três distintos – um de teatro, outro de leitura e outro de audiovisual) e, eventualmente e em vista do vulto do projeto, nossa associação terá de contar com vínculos institucionais com outras associações congêneres. Além do encaminhamento natural atraves da Lei de Mecenato, no PRONAC, uma constatação que nos anima a pensar na perspectiva de encaminhamento do projeto ao Fundo Nacional de Cultura, fora a sua relevância como proposta de teatro e incentivo à leitura, é a expressão de uma vontade coletiva já documentada através das cartas de compromisso dos 24 atores responsáveis pelas apresentações. Contamos ainda com as cartas de comprometimento dos 9 Coordenadores Estaduais de Bibliotecas demonstrando interesse no projeto e cedendo sua estrutura física para as apresentações, ao longo de dois anos. Tal documentação – dos atores e das bibliotecas participantes – é essencial para a respeitabilidade pública do projeto, já desde sua propositura.
Este início de 2009 está muito movimentado, havendo perspectivas de apresentação do projeto em diversas esferas, públicas e privadas. Os associados serão informados disso quando houver dados mais concretos e efetivos. Tudo isso gera muito confiança no sucesso e viabilidade do projeto “Homero nas Bibliotecas”.
Do ponto de vista legal, nossa associação foi devidamente registrada no cartório de títulos e documentos de Curitiba. Um escritório de contabilidade atenderá a associação em caráter “pro bono” (sem cobrar honorários), baseado na perspectiva de ser o contador (remunerado) dos futuros projetos culturais da associação. Até o momento, poucos gastos foram feitos em favor da constituição/registro da associação, a idéia é fazermos um rateio em uma futura assembléia.
O avanço concreto do projeto “Homero nas Bibliotecas” ensejará, no momento oportuno, uma assembléia extraordinária, a qual será realizada antes da próxima ordinária.
Agradeço a todos pela confiança”.

Procedida à votação, o relatório anual da Diretoria foi homologado e aprovado por unanimidade pela Assembleia.
A seguir, o presidente da assembléia, fazendo novamente uso da palavra, submeteu à assembléia o segundo item da ordem do dia, qual seja, a mudança de endereço da associação para a Rua Atílio Bório, 603 – Alto da XV – Ctba / PR CEP 80050, em substituição ao atual. A proposição foi aprovada por unanimidade de todos os presentes, mudando-se o endereço da entidade. Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, a qual foi aprovada e assinada por todos os presentes, os quais declaram que, para a realização desta assembléia, todas as disposições estatutárias foram respeitadas.

Curitiba, 01 de março de 2009.

Votos presenciais:
Richard Rebelo, Mathieu Struck, Renata de Carvalho, Gilson Camargo, Lourinelson Wladmir, Claudete Pereira Jorge, Patrícia Reis Braga e Octavio Camargo.
Votos por meio eletrônico:
Marcos Cordiolli e Rodolfo Brandão Proença.

foto: Gilson Camargo

23
Out
08

lançamento da ilíada na tradução de odorico mendes na biblioteca pública do paraná

Sálvio Nienkötter – autor da nova edição com notas verso a verso.

O evento de lançamento da Iliada na tradução de Odorico Mendes, edição de Salvio Nienkötter (Ateliê Editorial/UNICAMP), aconteceu no saguão da Biblioteca Pública do Paraná, dia 24 de Outubro as 19h30. durante a Semana do livro. Dentre os convidados, além do público que prestigiou o lançamento, esteve presente o Diretor da Biblioteca Pública do Paraná, Sr. Cláudio Gamas Fajardo.

Exibição de vídeo do Projeto Homero nas Bibliotecas, da Cia. Iliadahomero de Teatro, no hall da BPP

Claudete Pereira Jorge – fragmento do Canto l

Patrícia Reis Braga – fragmento do texto original em grego

Professor Paulo Bearzoti Filho – apresentação

Biblioteca Pública do Paraná – Edifício projetado em 1951 pelos engenheiros Romeu Paulo da Costa (anteprojeto) e Elato Silva (projeto final e fachada). Inaugurado em 19 de dezembro de 1954.
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Fotos: Gilson Camargo

23
Out
08

apresentação do projeto “homero nas bibliotecas” no iii simpósio latino americano de bibliotecas públicas e XV encontro do sistema nacional de bibliotecas públicas 20/10/2008

Muniz Sodré, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), e Ilce Cavalcanti, Coordenadora Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) na abertura do III Simpósio Latino Americano de Bibliotecas Públicas

Após a abertura do Simpósio, na qual o Professor Antônio Olinto foi homenageado, foram doados nove exemplares da Iliada para as Coordenadorias Estaduais que foram contempladas pelo projeto Homero nas Bibliotecas. A doação foi feita pelo Diretor da Cia Iliadahomero de Teatro, e entregue simbólicamente durante o cerimonial ao Representante da Coordenadoria Regional do Estado do Pará, Sr José Maria Vilena. Em seguida foi exibido documentário com depoimentos do elenco da Cia Iliadahomero e apresentação do projeto ao SNBP


Kilma Aparecida dos Santos Alves, Coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Estado da Bahía, e Octavio Camargo, Diretor da Cia Iliadahomero de Teatro, durante entrega do livro.

A cerimonia aconteceu no Auditorio Machado de Assis da Fundação Bilbioteca Nacional – RJ

Fotos: Octavio Camargo

23
Out
08

raniéri gonzalez e célia ribeiro (cantos xxii e viii)

Ranieri Gonzalez – Canto XXII

Quê! Deliras, minha alma? Eu suplicante!
Sem mais dó nem resguardo, a mim sem armas,
Qual imbele mulher, há-de imolar-me.
Do rochedo e carvalho não é tempo
De lhe ir falar como donzela e moço,
Quando moço e donzela entre si falam.
Combater, investir: saiba-se, e presto,
A quem o Olímpio agora entrega a palma.”

Célia Ribeiro – Canto VIII

Ao desdobrar seu manto a crócea Aurora,
No vértice do Olimpo cumioso
Junta o Fulminador a etérea corte;
Acena, e escutam-no: “O que em mim resolvo,
Celícolas, sabei; nem deus, nem deusa
Renua, mas unânimes concorram
Para os projetos meus cumpridos serem.
Se algum for socorrer Aqueus ou Frígios,
Cá voltará golpeado e vergonhoso;

Fotos: Gilson Camargo

10
Out
08

encontro da cia. iliadahomero – residência pereira jorge – curitiba – 09/10/08

Encontro da Cia. IliadaHomero para documentação em vídeo do processo de trabalho no projeto Homero nas Bibliotecas.
O documentário está sendo realizado pelo cineasta Tulio Viaro, com direção de fotografia de Gilson Camargo.
Na ocasião foram entregues pelo autor, exemplares do livro recentemente publicado por Salvio Nienkötter (Ateliê Editorial / Unicamp) ao elenco.
Durante a gravação foram lidos fragmentos do texto pelos atores.

Claudete Pereira Jorge – Canto I

Canta-me, ó deusa, do Peleio Aquiles
A ira tenaz, que, lutuosa aos Gregos,
Verdes no Orco lançou mil fortes almas,
Corpos de heróis a cães e abutres pasto:
Lei foi de Jove, em rixa ao discordarem
O de homens chefe e o Mirmidon divino.
Nume há que os malquistasse? O que o Supremo
Teve em Latona. Infenso um letal morbo
No campo ateia; o povo perecia,
Só porque o rei desacatara a Crises.

Lala Scremin – Canto IV

Em consulta com Jove recostados,
Néctar Hebe louçã tempera aos deuses
Na régia de áureo solho, e de áureas taças
Mutuam brindes a atentar em Tróia.
Eis, com mordaz cotejo, a irmã Satúrnio
Remoca: “A Menelau protegem duas,
Juno Argiva e Minerva Alalcomênia,
Que de olhá-lo tranqüilas se comprazem;
De Páris guarda assídua, a mãe dos risos
Da Parca o subtraiu, tem-no em seguro.
Ao bravo Menelau coube a vitória.
Deliberemos se é melhor de novo
Encarniçar a guerra, ou congraçá-los.
A ser a paz jucunda às partes ambas,
Habite-se de Príamo a cidade,
O Atrida reconduza a Grega Helena.”

Mauro Zanatta – Canto VI – link para página pessoal de Mauro
Sós na lide os mortais, de parte a parte
Ígneo furor aqui e ali se ateia;
Nos dois campos graniza, arremessada
Entre o Símois e o Xanto, ênea procela.
Ajax, da Grécia muro, escala a Tróica
Falange, e livra os seus do Eussório Acamas,
Dos Traces o maior, mais formidável:
Dardo pelo cocar de espessa crina
O osso varou da testa, e em feral treva
Os lumes lhe apagou.

Helena Portela – Canto VII

Assim, das portas rui Heitor mais Páris,
Ambos a respirar bélico incêndio:
Com tanto anelo festejados foram,
Como o vento que um deus bafeja amigo
Do afã do remo a nautas quebrantados.
Páris mata a Menéstio, que olhipulcra
Pariu Filomedusa em Arna ao régio
Areito porta-clava; o irmão, de um bote,
Sob o elmo o colo talha e estira Eione.
Ao Dexíada Ifino, que montava,
Glauco dos Lícios de azagaia a espádua
Fere, e do coche o atira agonizando.

Richard Rebelo -  Canto XVI – link para página pessoal de Richard

Da nau fervia o prélio, e ao divo Aquiles
Vem Patroclo a verter cálido choro,
Como de celsa rocha em fio brota
Fundo olho d’água. Comovido o encontra
O amigo velocípede: “Patroclo,
Pranteias molemente? És qual menina
Que, da mãe apressada após, retêm-na
Pelo vestido, e em lágrimas olhando,
Insta-lhe até que em braços a receba.
Aos Mirmidões, a mim, que novas trazes?
Veio de Ftia um núncio? Vivem, consta,
Menetes e Peleu, cujo trespasso
Tinha de entristecer-nos. Ou lamentas
Os que ante as cavas naus ingratos morrem?
Não me ocultes, amigo, as mágoas tuas.”
Gemente assim Patroclo: “Não te agastes,
Aqueu sem par; dor grave oprime os nossos:
Os mais valentes já feridos jazem,
De lança o Atrida e Ulisses, e frechados
Na coxa Eurípilo e no pé Diomedes.
Médicas mãos os curam cuidadosas;
Mas não se dobra teu rancor, Pelides.
Nunca ira tal me cegue, herói funesto!
Quem mais em teu valor fiar-se pode,
Quando não livras da ruína os Gregos?
Nem te gerou, cruel, Peleu nem Tétis;
Filho és do turvo mar, de broncas penhas.
Se agouros temes, se de Jove arcanos
Declarou-te a mãe deusa, ao menos dá-me
Teus Mirmidões, e aos nossos lume escasso
Talvez serei. Tua armadura emprestes:
Crendo-te em liça os Teucros, é factível
Cessem do assalto, e aos márcios Gregos deixem
Útil breve respiro em tanta lida;
Frescos nós outros, o inimigo lasso
Fácil do campo e naus rechaçaremos.”

Letícia Guimarães - Canto XVIII – link para página pessoal de Leticia

Arde a peleja, e Antíloco despede.
No já completo a meditar, Aquiles
Ante as naus esporadas suspirava
Dentro em sua alma nobre: “Hui! por que os Dânaos
Turbados pelo campo as naus procuram?
É que os numes o trago me preparam
Por minha mãe predito; ela afirmava
Que mão Troiana ao Mirmidon mais forte
Roubaria, inda eu vivo, a luz diurna:
Certo jaz morto o mísero Menécio!
Cá voltar o mandei, remoto o incêndio,
E nunca expor-se do Priâmeo à fúria.”
Enquanto assim pensava, o bom Nestório
Chega-se, em quentes lágrimas lavado:
“Ai! Pelides sem-par, ouve o mais triste
Fúnebre anúncio, que oxalá não fora:
Nu disputa-se o corpo de Patroclo,
E Heitor brilhante lhe possui as armas.”

Zeca Cenovicz – Canto XIX

Do fluente Oceano a crócea Aurora
Surgindo, homens e deuses alumia;
E às naus Tétis baixando, o seu dileto
Em soluços encontra e os companheiros,
Que em torno de Patroclo o lamentavam;
Pega da mão do filho a clara déia:
“Do céu vontade foi; bem que saudosos,
Deixemo-lo em descanso, amado Aquiles.
Tu Vulcânias recebe ínclitas armas,
Quais não coube a varão jamais vesti-las.”

Marly Gott – Canto XXIII

Gemia a grã cidade, e pelas praias
Do alto Helesponto às naus se encaminhavam.
Sem dispersar os Mirmidões, Aquiles:
“Équites caros, disse, os corredores
Não soltemos; de coche, ao morto vamos
O tributo de lágrimas pagar-lhe.
Assim que em ais ali desafogarmos,
Desatem-se os cavalos e ceemos.”

Andressa Medeiros – Canto XXIV

Findo o certame, às naus dispersos correm;
Cuidam na ceia, em brando sono pegam.
Reluta à quietação, que enleia a todos,
O Pelides saudoso a revolver-se,
Ou supino, ou de bruços, ou de ilharga;
Lembra-lhe a valentia, o ardor daquele
Com quem tanto empreendeu, curtiu fadigas,
Em duro marte, em perigosos mares,
E debulha-se em lágrimas. Levanta-se,
Vaga ao longo da praia, até que as ondas
A aurora purpureia: então, jungindo
O alado coche, atrás liga o Priâmeo;
Roja-o três vezes do sepulcro em giro,
Torna ao leito, e no pó deixa o cadáver.
Dói-se Febo de Heitor, conserva-o puro,
De égide áurea coberto, a fim que a rastos
Lacerado não seja indignamente.
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Helena, Andressa e Octavio estudam o texto para a gravação.

Fotos: Gilson Camargo

08
Out
08

encontro da cia. iliadahomero – armazém venda – curitiba – 06/10/08

Encontro da Cia. IliadaHomero para documentação em vídeo do processo de trabalho no projeto Homero nas Bibliotecas.
O documentário está sendo realizado pelo cineasta Tulio Viaro, com direção de fotografia de Gilson Camargo.
Na ocasião foram entregues pelo autor, exemplares do livro recentemente publicado por Salvio Nienkötter (Ateliê Editorial / Unicamp) ao elenco.
Durante a gravação foram lidos fragmentos do texto pelos atores.

Christiane de Macedo – Canto ll

Deuses e campeões a noite os lia;
Só vela o Padre, a ruminar de que arte
Levante Aquiles e escarmente os Gregos.
A Agamêmnon soltar por fim resolve
Um maléfico Sonho, e o chama e apressa:
“Voa, Sonho falaz, do Atrida às popas;
Quanto prescrevo, exato lho anuncia:
Que arme os crinitos Graios e as falanges,
De extensas ruas a cidade expugne;
Que, intercedendo Juno, o Céu concorde
Ameaça de ruína a excelsa Tróia.”
De cor este recado, o Sonho parte
Às naus ligeiras, e acha o Atrida preso
Do sono, que lhe cerca e embebe a tenda.
À cabeceira, os traços do Nelides
Nestor vestindo, a quem o Argeu potente
Mais do que a todos venerava, o argúi:
“Dormes, de Atreu guerreiro ó nobre filho?
E dorme em cheio o próprio em quem descansa,
A quem do exército o cuidado incumbe?
Escuta; mensageiro eu sou de Jove,
Que de longe em ti pensa e te lastima:
Arma os crinitos Graios e as falanges,
De extensas ruas a cidade expugna;
Por Juno o Céu concorde, a mão suprema
De iminente ruína ameaça Tróia.

Lori Santos – Canto III

Sabei de mim, Dardânios
E Aqueus de fina greva, o que Alexandre
Propõe, da guerra autor. De parte a parte
Largadas no almo chão fulgúreas armas,
Menelau marcial a sós com ele
Dispute Helena; o vencedor aceite
E reconduza a dama e os seus tesouros;
Nós outros aliança e paz firamos.”

Luiz Felipe Leprevost – Canto V

A Diomedes robora e esforça Palas,
Para que ele se exalce e em fama cresça.
Indefesso arde-lhe o elmo, arde-lhe o escudo:
Como a estrela outonal que mais cintila
Banhada no Oceano, áscuas de fogo
Da cabeça e dos ombros lhe flamejam.
Ao denso do tumulto o impele a deusa.

Chiris Gomes – Canto XI

Surgindo a Aurora do Titônio leito,
O globo e os céus alumiava, quando
Jove a nera Discórdia às naus despede;
A qual da guerra sacudindo o facho,
Parou no centro, na de Ulisses, donde
Em tendas e baixéis ouvida fosse
De Aquiles e de Ajax, que aos dois extremos,
No seu valor seguros, alojavam.
Brame horrentíssimo, e retine o grito
Ao coração dos Dânaos, que incessantes
Anseiam batalhar, e então mais doce
Lhes era a pugna que a tornada à pátria.
Clama e intima Agamêmnon que se aprestem,
E aêneo luz. Com prata finas grevas
Primeiro às pernas afivela; aos peitos
Loriga veste, que hóspede Ciniras
Mandou-lhe em dádiva, ao troar em Chipre
A nova de ir a Tróia a Grega armada:

Katia Horn – Canto XIII – link para página pessoal de Katia

Jove, Heitor já na praia, deixa aos Teucros
A angústia e o peso; aos Traces cavaleiros
Fúlgidos olhos volve, aos Hipomolgos
Glatófagos longevos, aos rompentes
Mísios, Ábios justíssimos dos homens;
Nem pensou que imortal algum viesse
Favorecer a Gregos ou Troianos.

Eliane Campelli – Canto XIV

Entre o beber sentiu Nestor o estrondo:
“Que será, grita, ó nobre Esculapides?
Perto a voz cresce de alentados jovens.
Liba tu roxo vinho, enquanto aquece
A de louras madeixas Hecamede
Banho em que lave da ferida os grumos:
Vou da atalaia examinar o caso.”

À câmara se foi, do seu Vulcano
Obra, a que ele ajeitou secreta chave,
Que nenhum deus a abrisse; fecha entrando
Os fúlgidos batentes: com ambrosia
Purifica primeiro o corpo amável,
Unge-o de óleo suavíssimo e sagrado,
Cuja fragrância, no Dial palácio
Esparsa, o pólo banha e a terra o sente;
Perfumada, penteia e anela a coma,
Que da imortal cabeça em flocos brilha;
Dedáleo odoro peplo airosa veste,
Bordado por Minerva, e ao peito o enlaça
Áurea presilha; um cinto em franjas belo
Ajusta; nas orelhas bem furadas
Pingentes mete insignes, de três gemas
De água ofuscantes; enrola à testa régia
Faixa nova e louçã, como o Sol clara;
Ata aos pés luzidíssimas sandálias.
Do camarim saiu toda enfeitada,
E a parte a Vênus chama: “Escuta, filha:
Negar-me-ás um favor, porque te enfada
Ser eu contrária a Tróia e a pró dos Gregos?”
Respondeu-lha a enteada: “Augusta prole
Do Grã Saturno, dize o que tens n’alma;
Que a minha é prestes a cumprir teu mando,
Se for possível.”

Simone Spoladore – Canto XVII – link para página de Simone no Wikipédia

Menelau, no conflito percebendo
Que jaz Patroclo, a proteger seu corpo
Entre a vanguarda marcha erifulgúreo:
Qual gemente primípara novilha
Meiga cerca o filhinho, o louro Atrida
Pugnaz, de hasta e rodela, ameaça firme
A quem se apropinquar.

Letícia Sabatella – Canto XX – link para página de Letícia no Wikipédia

Enquanto com o herói sedentos Graios
Se armam na frota, e na colina os Teucros,
Do Olimpo sinuoso expede Jove
Têmis, que gira tudo e chama os deuses
À Dial corte: menos o Oceano,
Rio algum não faltou, nem faltou ninfa
Que bosque habite ou fonte ou prado ervoso.
Já do Nubícogo em polidas selas,
Que lhe engenhou Vulcano, estavam todos,
Quando cortês o rei dos mares chega,
Toma seu trono e diz: “Senhor do raio,
Por que de novo os imortais convocas?
Sobre os Aqueus e os Teucros deliberas,
Prestos a arder em sanguinosa lide?”

Patrícia Reis Braga – Canto XXI

Da riba entanto se despenha Aquiles;
Mas, qual touro mugindo e a revolver-se,
Túmido o Xanto os apinhados mortos
De si furioso expele, esconde os vivos
Na alva corrente e vórtices profundos,
E o voraz homicida escarcéus turvosCerram,
batem no escudo, os pés lhe embargam.

Salvio Nienkötter – fragmento do texto original em grego

Μῆνιν ἄειδε, θεά, Πηληιάδεω Ἀχιλῆος
οὐλομένην, ἣ μυρί’ Ἀχαιοῖς ἄλγε’ ἔθηκε,
πολλὰς δ’ ἰφθίμους ψυχὰς Ἄϊδι προῒαψεν
ἡρώων, αὐτοὺς δὲ ἑλώρια τεῦχε κύνεσσιν
οἰωνοῖσί τε πᾶσι· Διὸς δ’ ἐτελείετο βουλή·
ἐξ οὗ δὴ τὰ πρῶτα διαστήτην ἐρίσαντε
Ἀτρεΐδης τε ἄναξ ἀνδρῶν καὶ δῖος Ἀχιλλεύς.
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Frei Beto, também presente na ocasião, abençoou a atitude da Companhia e liberou-a do pecado original.

Fotos: Gilson Camargo

08
Out
08

making off – colaboração – fotos: joão debs


João, Tulio, Letícia e Octavio, durante gravação no Armazém Venda