Arquivo para a categoria 'ilíadahomero'

06
Jun
09

semana de letras da ufpr – patricia reis braga – canto xxii – universidade federal do paraná – centro de filosofia, ciências e letras – 29/05/09

foto_gilsoncamargo_iliadahomero_ufpr_reitoria_29_05_09d
Edifício histórico da UFPR, visto a partir do 12 andar do edificio D. Pedro I – Reitoria – Curitiba.

O encerramento da Semana de Letras da UFPR contou com a apresentação do Canto XXII da Ilíada por Patricia Reis Braga.  A performance aconteceu no Anfiteatro do Setor de Letras Vernáculas no 11 andar do Edificio D. Pedro I da Reitoria.

foto_gilsoncamargo_iliadahomero_ufpr_reitoria_29_05_09b

Alessandro Rolim de Moura, doutor em letras clássicas pela Universidade de Oxford  e professor de literatura grega e latina na UFPR, fez uma breve introdução ao Canto XXII apresentando uma sinopse dos principais momentos da narrativa.

patriciareisbraga_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_ufpr_reitoria_29_05_09b

Apesar das súplicas de Príamo e Hécuba para que não enfrentasse Aquiles e retornasse para dentro dos muros da cidade, o herói troiano, movido por brio e coragem, decide não se esquivar ao combate e parte em direção à morte.

“Heitor, que fazes?
Sem auxílio a tal monstro não te oponhas;
Longe em forças te excede, e vai matar-te.
Oh! Quanto a mim fosse ele aos deuses grato,
Que, sendo em breve a cães e abutres cevo,
Este meu coração consolaria!
Trucidando ou vendendo em longes terras
Filhos tantos e tais, privou-me deles;
Nem Licaon enxergo e Polidoro,
Que Laotoe me pariu formosa e casta:
Se estão nos arraiais, com ouro e bronze,
De Altes famoso à filha inteiro dote,
Os remiremos; se a Plutão baixaram,
Dor é minha e da mãe que os procriamos;
Será breve a do povo, se de Aquiles
Não te prostra o furor. Entra, meu filho,
Não lhe dês glória tanta; para esteio
De Tróia te reserva e das Troianas.
Pena há de mim que, são de mente ainda,
Sinto no cabo da velhice males
Por Jove amontoados: filhos mortos,
Filhas cativas, tálamos corruptos,
No tropel a esmagarem-se crianças,
Noras de rojo em brutas mãos profanas,
Quiçá, de alma arrancada a brônzeo fio,
Cães ao portal em peças me devorem,
Guardas que à minha mesa eu nutri mesmo,
E em meu sangue apagando a raiva e a gana,
Se espojem no vestíbulo! Em batalha
Jazendo um moço, lhe aparece tudo
Nédio e composto; mas, defunto um velho,
Já de cabeça branca e branca barba,
De vergonhas à mostra, o lacerarem
Torpes cães… Oh! Miséria das misérias!”

patriciareisbraga_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_ufpr_reitoria_29_05_09a

O drama narrado pela Iliada chega à seus momentos finais neste canto: O combate entre Aquiles e Heitor cifra o desfecho da guerra de Tróia. Após correr três vezes ao redor dos muros da cidade, Heitor decide enfrentar Aquiles com o apoio de seu irmão Deifobo. Palas Atenas, no entanto, o enganara, assumindo as formas do irmão e desaparecendo no momento crucial da luta. Aquiles mata Heitor e recusa-se a entregar o corpo aos troianos.

“Ai! Se entro agora,
Mo exprobrará primeiro Polidamas,
Que a recolher a gente aconselhou-me,
A noite em que aziago alçou-se Aquiles.
Fora melhor; a pertinácia minha
Danou do povo a causa! Os nossos temo
E as Troianas de peplos roçagantes;
Ouço em roda: – Ei-lo Heitor, que temerário
O exército perdeu! – Di-lo-ão por certo.
Mais vale ou triunfar do imano Aquiles,
Ou morrer pela pátria em luta honrosa.
E se elmo e escudo e lança ao muro encosto,
E indo encontrá-lo, dar prometo Helena,
Motivo desta guerra, e o que Alexandre
Nos trouxe em cavas naus, para os Atridas,
Para os outros Aqueus o que Ílio encerra;
Que de ancião com firmeza os Teucros jurem
Nada ocultar, e dividir ao meio
Quanta riqueza esconde a grã cidade…
Quê! Deliras, minha alma? Eu suplicante!
Sem mais dó nem resguardo, a mim sem armas,
Qual imbele mulher, há-de imolar-me.
Do rochedo e carvalho não é tempo
De lhe ir falar como donzela e moço,
Quando moço e donzela entre si falam.
Combater, investir: saiba-se, e presto,
A quem o Olímpio agora entrega a palma.”

patriciareisbraga_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_ufpr_reitoria_29_05_09d

Andrômaca, vendo Heitor morto em frente às muralhas troianas, chora a perda do marido, e desespera-se ao vislumbrar o futuro de seu filho Astiánax.

“Heitor, ai! Triste,
Com fado igual nascemos, tu nos paços
Do rei Príamo em Tróia, eu na Tebana
Hipóplaco selvosa, onde criou-me
De menina Eetion para infortúnios,
E antes me não gerasse! Ora ao subtérreo
Orco desces profundo, e em luto e nojo
No viúvo aposento me abandonas;
Nem do nosso filhinho és mais o arrimo,
Nem ele o teu será. Da crua guerra
A escapar, não se escapa à desventura;
Mudado o marco, o esbulharão do prédio.
O pupilo no dia da orfandade
Perde os jovens amigos: baixo o rosto,
Água nos olhos, se o do pai segura,
Um pela túnica, outro pela capa,
Indigente é repulso; o mais piedoso
Bebida num copinho lhe escanceia,
Que os beiços banha e o paladar não molha.
O que possui os genitores ambos,
Fero da mesa o expulsa, espanca e enxota:
-Sai, conosco teu pai já não convive. -
Tal há-de vir choroso à mãe viúva
O infante meu, que aos paternais joelhos
Com tutanos de ovelha se nutria,
E lasso de brincar, entregue ao sono,
Da nutriz afagado ao brando colo,
Contente em mole berço adormecia.
Órfão, misérias sofrerá meu filho,
Que Astianax os nossos denominam,
Porque eras, nobre Heitor, único apoio
Destas muralhas. Ante as naus rostradas,
Longe dos pais, hão-de roer-te vermes,
Depois que nu te comam cães raivosos,
A ti, que hás finas e elegantes vestes,
Por tuas servas e por mim tecidas.
Já que para a mortalha nem te servem,
Em honra tua ao fogo vou queimá-las,
Dos Teucros em presença e das Troianas.”

patriciareisbraga_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_ufpr_reitoria_29_05_09e

O canto encerra com tristeza e luto geral dos troianos pela perda de seu maior herói e principal defensor.

“As mulheres ao pranto ecos faziam.”

foto_gilsoncamargo_iliadahomero_ufpr_reitoria_29_05_09a

Fotos: Gilson Camargo

15
Mai
09

dia internacional dos museus – richard rebelo – canto XVI – museu da república / rio de janeiro

riodejaneiro_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_18_05_09museudarepublica120
No teto do Palacio do Catete, decorado em estilo neoclássico, a representação do encontro dos Deuses no Olimpo, com Apolo ao centro.

O Museu da República abriu excepcionalmente nesta segunda-feira, dia 18 de maio, para a apresentação do Canto XVI da Ilíada de Homero na tradução de Manuel Odorico Mendes, no dia Internacional dos Museus. A performance teatral com o ator Richard Rebelo aconteceu no Salão Nobre do museu, às 20h.

richardrebelo_riodejaneiro_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_18_05_09museudarepublica409

O projeto Homero nos Museus está sendo realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, mandato do deputado federal Angelo Vanhoni e Associação Cultural e Artística Iliadahomero. O objetivo é difundir os valores da cultura oral e sua força transformadora da sociedade, estimulando a leitura dos textos clássicos e facilitando o acesso às matrizes literárias do Ocidente. A tradição da poesia épica grega sobreviveu graças à oralidade e as apresentações dos rapsodos até que pudesse ser finalmente escrita ou compilada por Homero no séc. VII antes de Cristo. Esta “contação de histórias” foi responsável pela transmissão dos valores fundamentais da cultura ocidental e permanece viva até hoje. Nas palavras de Platão “Homero educou a Grécia” podemos perceber a importância atribuída à narrativa oral pelos iminentes filósofos gregos já no século V a.C. Da mesma forma os contadores de histórias da atualidade exercem um importante papel no desenvolvimento do imaginário coletivo.

riodejaneiro_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_18_05_09museudarepublica364

O Salão Nobre do Palácio do Catete relembra a vida social e o luxo da corte brasileira no século XIX. Nele eram realizadas as principais recepções do palácio. As pinturas verticais representam cenas mitológicas associadas à música e às artes, e, na parte superior das paredes, pinturas em semicírculo referem-se à vida de Apolo, deus da música e da poesia.

riodejaneiro_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_18_05_09museudarepublica437

As cenas das batalhas entre gregos e troianos são visualmente descritas pela movimentação do ator, que através de gestos ilustra coreograficamente os combates, emprestando vivacidade ao texto e tornando a compreensão da narrativa acessível a um público maior.

riodejaneiro_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_18_05_09museudarepublica425

O Canto XVI da Ilíada narra as aventuras de Patroclo, herói grego e principal líder dos Mirmidões (gregos), depois de Aquiles. A morte de Patroclo, no final do canto, acarretará no retorno de Aquiles ao campo de batalha e a subsequente vitória dos gregos sobre os troianos.

riodejaneiro_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_18_05_09museudarepublica647
Na platéia, da esquerda para a direita: Mário Chagas, Letícia Sabatella, José Nascimento Junior e Eneida Braga.

A apresentação de Richard Rebelo aconteceu uma semana após o nascimento do Instituto Brasileiro de Museus. O IBRAM substitui o antigo Departamento de Museus, desvinculando-se do IPHAN. O Instituto tem por objetivo formular políticas culturais para todos os museus brasileiros - não apenas os federais - melhorar os serviços do setor, aumentar a visitação e arrecadação dos mesmos, fomentar políticas de aquisição e preservação dos acervos e criar ações integradas entre os museus brasileiros.

riodejaneiro_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_18_05_09museudarepublica724
Mario de Souza Chagas (diretor do Departamento de Processos Museais – IBRAM) cumprimenta o ator Richard Rebelo ao final da apresentação. Ao fundo o atual presidente do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM, José Nascimento Junior.

O evento se insere também na  programação da VII Semana Nacional de Museus que ocorre entre os dias 17 e 23 de maio na cidade do Rio de Janeiro. A semana conta ainda com diversas atividades: palestras, visitas monitoradas gratuitas, seminários, projeções de filmes, espetáculos teatrais e oficinas.

riodejaneiro_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_18_05_09museudarepublica686

A diretora do Museu da República, Magaly Cabral (ao centro) expressou o desejo de realizar o ciclo completo de apresentações dos 24 Cantos da Ilíada no Salão Nobre do palácio, a partir de 2010, com duas apresentações mensais. O projeto visa dinamizar a visitação do museu e realçar, através da publicação de um catálogo, a iconografia presente nas diversas salas do Palácio do Catete, que em sua maioria ilustram cenas da mitologia greco-romana em seus afrescos, pinturas e esculturas.

riodejaneiro_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_18_05_09museudarepublica060

Fotos: Gilson Camargo

dia_internacional_dos_musues_2009_iliadahomero

01
Abr
09

guta stresser e thais tedesco (cantos ix e x)

gutastresser_foto_gilsoncamargo_iliadahomero_rj_22_03_09b1

Guta Stresser – Canto IX

Ronda-se a praça. Os Dânaos sobre-humano
Abalo invade, irmão de frio medo;
Agro luto os fortíssimos domina.
Qual da Trácia a roncar Zéfiro e Bóreas,
Incha a piscoso ponto, e escarcéu turvo
Em monte arqueia e de alga inunda as praias;
Tal borrasca aos Aqueus revolve o seio.
Chagado n’alma o Atrida, arautos manda
Convocar em segredo a flor dos sócios,
E ele alguns sem estrépito procura.
Mal abanca o tristonho juntamento,
Ergue-se, e como de árdua penha brota
Negro olho d’água, em fio lagrimando,
Fundo suspira: “Príncipes e amigos,
Enredou-me o Satúrnio em lance infesto!anto
Depois de Ílio assolada, e quer arteiro
Que, perdido o meu povo, inglório volte?

thaistedesco_foto_gilsoncamargo_ciailiadahomerodeteatro_ctba_2009

Thais Tedesco – Canto X

Liga os demais a noite em mole sono;
Em claro a passa o rei de tantas gentes,
Gravíssimos cuidados ruminando:
Qual de Juno pulcrícoma o consorte
Lampeja crebro, se aguaceiro ajunta,
Granizo ou neve que embranqueça as lavras,
Ou se abre à guerra amarga as fauces negras;
Tal suspira, e as entranhas lhe estremecem.
Turbado considera em cerco de Ílio
Os muitos fogos, o rumor dos homens,
Das tíbias e trombetas; mas, se atenta
O Aquivo exército e as silentes praias,
Aos Céus queixando-se os cabelos carpe,
No íntimo geme o coração brioso.
Melhor enfim parece-lhe ao Nelides
Ir consultivo e combinar com ele
Como os Dânaos defenda.

Fotos: Gilson Camargo

02
Mar
09

primeira assembléia anual ordinária – associação cultural e artística iliadahomero 01/03/09

iliadahomero_foto_gilsoncamargo_assembleia_ctba01_03_09

ATA DA 1.ª ASSEMBLÉIA ANUAL ORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA ILÍADAHOMERO

Ao 01. dia do mês de março de 2009, 15:00 horas, na Rua Atílio Bório, 603, Alto da XV, Curitiba-PR, reuniram-se em primeira e segunda convocação, as pessoas abaixo assinadas, devidamente convocadas por e-mail em 26/02/2009, associadas da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA ILÍADAHOMERO, para a realização da 1.ª Assembléia Anual Ordinária da entidade e de acordo com a ordem do dia que constou da convocação.
Por indicação dos presentes, foi escolhido o associado Octávio Camargo para presidir esta assembléia. O mesmo escolheu o associado Gilson Camargo para secretariar os trabalhos e redigir esta ata, para posterior registro junto aos órgãos notariais competentes. O presidente da assembléia iniciou os trabalhos informando aos presentes que a assembléia deliberaria sobre os seguintes assuntos:1. Leitura e Homologação do Relatório Anual de Atividades da Associação e de sua Diretoria.
2. Votação da proposta de mudança de endereço da Associação para a Rua Atílio Bório, 603 – Alto da XV – Ctba / PR CEP 80050-250. O presidente da assembléia, fazendo uso da palavra e na qualidade de Diretor Administrativo da entidade, submeteu à assembléia o primeiro item da ordem do dia, procedendo à leitura do relatório anual de atividades da Diretoria, que segue abaixo transcrito e faz parte integrante da presente ata:

“A ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA ILÍADAHOMERO foi constituída em 12/06/2008, com aprovação de seu estatuto e eleição de sua primeira diretoria.Desde então, foram envidados esforços múltiplos para viabilizar o projeto “Homero nas Bibliotecas”, mediante a apresentação cíclica dos XXIV Cantos da Ilíada de Homero, na tradução de Odorico Mendes, nos auditórios de bibliotecas de 9 capitais brasileiras.
O projeto, em suas linhas gerais, se encontra no anexo arquivo em PDF, o qual já circulou – em versão ampliada – em diversas esferas administrativas do Ministério da Cultura, do PRONAC, em eventos do SNBP – Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e nas Diretorias das 9 bibliotecas públicas de capitais selecionadas para o projeto (Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Brasília, Belém, Recife, São Luís). Até o momento, o projeto tem sido recebido com bastante entusiasmo por estas esferas.

Delineiam-se duas alternativas para sua concretização: (i) sua viabilização no MINC por lei de incentivo ou (ii) a inclusão do mesmo em alguma linha de financiamento/patrocínio direto de natureza pública ou privada. Especialmente no primeiro caso, há grandes amarras burocráticas a serem vencidas (p.ex. aprovação de um único projeto multi-disciplinar ou vivisecção do projeto em três distintos – um de teatro, outro de leitura e outro de audiovisual) e, eventualmente e em vista do vulto do projeto, nossa associação terá de contar com vínculos institucionais com outras associações congêneres. Além do encaminhamento natural atraves da Lei de Mecenato, no PRONAC, uma constatação que nos anima a pensar na perspectiva de encaminhamento do projeto ao Fundo Nacional de Cultura, fora a sua relevância como proposta de teatro e incentivo à leitura, é a expressão de uma vontade coletiva já documentada através das cartas de compromisso dos 24 atores responsáveis pelas apresentações. Contamos ainda com as cartas de comprometimento dos 9 Coordenadores Estaduais de Bibliotecas demonstrando interesse no projeto e cedendo sua estrutura física para as apresentações, ao longo de dois anos. Tal documentação – dos atores e das bibliotecas participantes – é essencial para a respeitabilidade pública do projeto, já desde sua propositura.
Este início de 2009 está muito movimentado, havendo perspectivas de apresentação do projeto em diversas esferas, públicas e privadas. Os associados serão informados disso quando houver dados mais concretos e efetivos. Tudo isso gera muito confiança no sucesso e viabilidade do projeto “Homero nas Bibliotecas”.
Do ponto de vista legal, nossa associação foi devidamente registrada no cartório de títulos e documentos de Curitiba. Um escritório de contabilidade atenderá a associação em caráter “pro bono” (sem cobrar honorários), baseado na perspectiva de ser o contador (remunerado) dos futuros projetos culturais da associação. Até o momento, poucos gastos foram feitos em favor da constituição/registro da associação, a idéia é fazermos um rateio em uma futura assembléia.
O avanço concreto do projeto “Homero nas Bibliotecas” ensejará, no momento oportuno, uma assembléia extraordinária, a qual será realizada antes da próxima ordinária.
Agradeço a todos pela confiança”.

Procedida à votação, o relatório anual da Diretoria foi homologado e aprovado por unanimidade pela Assembleia.
A seguir, o presidente da assembléia, fazendo novamente uso da palavra, submeteu à assembléia o segundo item da ordem do dia, qual seja, a mudança de endereço da associação para a Rua Atílio Bório, 603 – Alto da XV – Ctba / PR CEP 80050, em substituição ao atual. A proposição foi aprovada por unanimidade de todos os presentes, mudando-se o endereço da entidade. Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, a qual foi aprovada e assinada por todos os presentes, os quais declaram que, para a realização desta assembléia, todas as disposições estatutárias foram respeitadas.

Curitiba, 01 de março de 2009.

Votos presenciais:
Richard Rebelo, Mathieu Struck, Renata de Carvalho, Gilson Camargo, Lourinelson Wladmir, Claudete Pereira Jorge, Patrícia Reis Braga e Octavio Camargo.
Votos por meio eletrônico:
Marcos Cordiolli e Rodolfo Brandão Proença.

foto: Gilson Camargo

10
Out
08

encontro da cia. iliadahomero – residência pereira jorge – curitiba – 09/10/08

Encontro da Cia. IliadaHomero para documentação em vídeo do processo de trabalho no projeto Homero nas Bibliotecas.
O documentário está sendo realizado pelo cineasta Tulio Viaro, com direção de fotografia de Gilson Camargo.
Na ocasião foram entregues pelo autor, exemplares do livro recentemente publicado por Salvio Nienkötter (Ateliê Editorial / Unicamp) ao elenco.
Durante a gravação foram lidos fragmentos do texto pelos atores.

Claudete Pereira Jorge – Canto I

Canta-me, ó deusa, do Peleio Aquiles
A ira tenaz, que, lutuosa aos Gregos,
Verdes no Orco lançou mil fortes almas,
Corpos de heróis a cães e abutres pasto:
Lei foi de Jove, em rixa ao discordarem
O de homens chefe e o Mirmidon divino.
Nume há que os malquistasse? O que o Supremo
Teve em Latona. Infenso um letal morbo
No campo ateia; o povo perecia,
Só porque o rei desacatara a Crises.

Lala Scremin – Canto IV

Em consulta com Jove recostados,
Néctar Hebe louçã tempera aos deuses
Na régia de áureo solho, e de áureas taças
Mutuam brindes a atentar em Tróia.
Eis, com mordaz cotejo, a irmã Satúrnio
Remoca: “A Menelau protegem duas,
Juno Argiva e Minerva Alalcomênia,
Que de olhá-lo tranqüilas se comprazem;
De Páris guarda assídua, a mãe dos risos
Da Parca o subtraiu, tem-no em seguro.
Ao bravo Menelau coube a vitória.
Deliberemos se é melhor de novo
Encarniçar a guerra, ou congraçá-los.
A ser a paz jucunda às partes ambas,
Habite-se de Príamo a cidade,
O Atrida reconduza a Grega Helena.”

Mauro Zanatta – Canto VI – link para página pessoal de Mauro
Sós na lide os mortais, de parte a parte
Ígneo furor aqui e ali se ateia;
Nos dois campos graniza, arremessada
Entre o Símois e o Xanto, ênea procela.
Ajax, da Grécia muro, escala a Tróica
Falange, e livra os seus do Eussório Acamas,
Dos Traces o maior, mais formidável:
Dardo pelo cocar de espessa crina
O osso varou da testa, e em feral treva
Os lumes lhe apagou.

Helena Portela – Canto VII

Assim, das portas rui Heitor mais Páris,
Ambos a respirar bélico incêndio:
Com tanto anelo festejados foram,
Como o vento que um deus bafeja amigo
Do afã do remo a nautas quebrantados.
Páris mata a Menéstio, que olhipulcra
Pariu Filomedusa em Arna ao régio
Areito porta-clava; o irmão, de um bote,
Sob o elmo o colo talha e estira Eione.
Ao Dexíada Ifino, que montava,
Glauco dos Lícios de azagaia a espádua
Fere, e do coche o atira agonizando.

Richard Rebelo -  Canto XVI – link para página pessoal de Richard

Da nau fervia o prélio, e ao divo Aquiles
Vem Patroclo a verter cálido choro,
Como de celsa rocha em fio brota
Fundo olho d’água. Comovido o encontra
O amigo velocípede: “Patroclo,
Pranteias molemente? És qual menina
Que, da mãe apressada após, retêm-na
Pelo vestido, e em lágrimas olhando,
Insta-lhe até que em braços a receba.
Aos Mirmidões, a mim, que novas trazes?
Veio de Ftia um núncio? Vivem, consta,
Menetes e Peleu, cujo trespasso
Tinha de entristecer-nos. Ou lamentas
Os que ante as cavas naus ingratos morrem?
Não me ocultes, amigo, as mágoas tuas.”
Gemente assim Patroclo: “Não te agastes,
Aqueu sem par; dor grave oprime os nossos:
Os mais valentes já feridos jazem,
De lança o Atrida e Ulisses, e frechados
Na coxa Eurípilo e no pé Diomedes.
Médicas mãos os curam cuidadosas;
Mas não se dobra teu rancor, Pelides.
Nunca ira tal me cegue, herói funesto!
Quem mais em teu valor fiar-se pode,
Quando não livras da ruína os Gregos?
Nem te gerou, cruel, Peleu nem Tétis;
Filho és do turvo mar, de broncas penhas.
Se agouros temes, se de Jove arcanos
Declarou-te a mãe deusa, ao menos dá-me
Teus Mirmidões, e aos nossos lume escasso
Talvez serei. Tua armadura emprestes:
Crendo-te em liça os Teucros, é factível
Cessem do assalto, e aos márcios Gregos deixem
Útil breve respiro em tanta lida;
Frescos nós outros, o inimigo lasso
Fácil do campo e naus rechaçaremos.”

Letícia Guimarães - Canto XVIII – link para página pessoal de Leticia

Arde a peleja, e Antíloco despede.
No já completo a meditar, Aquiles
Ante as naus esporadas suspirava
Dentro em sua alma nobre: “Hui! por que os Dânaos
Turbados pelo campo as naus procuram?
É que os numes o trago me preparam
Por minha mãe predito; ela afirmava
Que mão Troiana ao Mirmidon mais forte
Roubaria, inda eu vivo, a luz diurna:
Certo jaz morto o mísero Menécio!
Cá voltar o mandei, remoto o incêndio,
E nunca expor-se do Priâmeo à fúria.”
Enquanto assim pensava, o bom Nestório
Chega-se, em quentes lágrimas lavado:
“Ai! Pelides sem-par, ouve o mais triste
Fúnebre anúncio, que oxalá não fora:
Nu disputa-se o corpo de Patroclo,
E Heitor brilhante lhe possui as armas.”

Zeca Cenovicz – Canto XIX

Do fluente Oceano a crócea Aurora
Surgindo, homens e deuses alumia;
E às naus Tétis baixando, o seu dileto
Em soluços encontra e os companheiros,
Que em torno de Patroclo o lamentavam;
Pega da mão do filho a clara déia:
“Do céu vontade foi; bem que saudosos,
Deixemo-lo em descanso, amado Aquiles.
Tu Vulcânias recebe ínclitas armas,
Quais não coube a varão jamais vesti-las.”

Marly Gott – Canto XXIII

Gemia a grã cidade, e pelas praias
Do alto Helesponto às naus se encaminhavam.
Sem dispersar os Mirmidões, Aquiles:
“Équites caros, disse, os corredores
Não soltemos; de coche, ao morto vamos
O tributo de lágrimas pagar-lhe.
Assim que em ais ali desafogarmos,
Desatem-se os cavalos e ceemos.”

Andressa Medeiros – Canto XXIV

Findo o certame, às naus dispersos correm;
Cuidam na ceia, em brando sono pegam.
Reluta à quietação, que enleia a todos,
O Pelides saudoso a revolver-se,
Ou supino, ou de bruços, ou de ilharga;
Lembra-lhe a valentia, o ardor daquele
Com quem tanto empreendeu, curtiu fadigas,
Em duro marte, em perigosos mares,
E debulha-se em lágrimas. Levanta-se,
Vaga ao longo da praia, até que as ondas
A aurora purpureia: então, jungindo
O alado coche, atrás liga o Priâmeo;
Roja-o três vezes do sepulcro em giro,
Torna ao leito, e no pó deixa o cadáver.
Dói-se Febo de Heitor, conserva-o puro,
De égide áurea coberto, a fim que a rastos
Lacerado não seja indignamente.
___________________________________________________________________________________

Helena, Andressa e Octavio estudam o texto para a gravação.

Fotos: Gilson Camargo

08
Out
08

encontro da cia. iliadahomero – armazém venda – curitiba – 06/10/08

Encontro da Cia. IliadaHomero para documentação em vídeo do processo de trabalho no projeto Homero nas Bibliotecas.
O documentário está sendo realizado pelo cineasta Tulio Viaro, com direção de fotografia de Gilson Camargo.
Na ocasião foram entregues pelo autor, exemplares do livro recentemente publicado por Salvio Nienkötter (Ateliê Editorial / Unicamp) ao elenco.
Durante a gravação foram lidos fragmentos do texto pelos atores.

Christiane de Macedo – Canto ll

Deuses e campeões a noite os lia;
Só vela o Padre, a ruminar de que arte
Levante Aquiles e escarmente os Gregos.
A Agamêmnon soltar por fim resolve
Um maléfico Sonho, e o chama e apressa:
“Voa, Sonho falaz, do Atrida às popas;
Quanto prescrevo, exato lho anuncia:
Que arme os crinitos Graios e as falanges,
De extensas ruas a cidade expugne;
Que, intercedendo Juno, o Céu concorde
Ameaça de ruína a excelsa Tróia.”
De cor este recado, o Sonho parte
Às naus ligeiras, e acha o Atrida preso
Do sono, que lhe cerca e embebe a tenda.
À cabeceira, os traços do Nelides
Nestor vestindo, a quem o Argeu potente
Mais do que a todos venerava, o argúi:
“Dormes, de Atreu guerreiro ó nobre filho?
E dorme em cheio o próprio em quem descansa,
A quem do exército o cuidado incumbe?
Escuta; mensageiro eu sou de Jove,
Que de longe em ti pensa e te lastima:
Arma os crinitos Graios e as falanges,
De extensas ruas a cidade expugna;
Por Juno o Céu concorde, a mão suprema
De iminente ruína ameaça Tróia.

Lori Santos – Canto III

Sabei de mim, Dardânios
E Aqueus de fina greva, o que Alexandre
Propõe, da guerra autor. De parte a parte
Largadas no almo chão fulgúreas armas,
Menelau marcial a sós com ele
Dispute Helena; o vencedor aceite
E reconduza a dama e os seus tesouros;
Nós outros aliança e paz firamos.”

Luiz Felipe Leprevost – Canto V

A Diomedes robora e esforça Palas,
Para que ele se exalce e em fama cresça.
Indefesso arde-lhe o elmo, arde-lhe o escudo:
Como a estrela outonal que mais cintila
Banhada no Oceano, áscuas de fogo
Da cabeça e dos ombros lhe flamejam.
Ao denso do tumulto o impele a deusa.

Chiris Gomes – Canto XI

Surgindo a Aurora do Titônio leito,
O globo e os céus alumiava, quando
Jove a nera Discórdia às naus despede;
A qual da guerra sacudindo o facho,
Parou no centro, na de Ulisses, donde
Em tendas e baixéis ouvida fosse
De Aquiles e de Ajax, que aos dois extremos,
No seu valor seguros, alojavam.
Brame horrentíssimo, e retine o grito
Ao coração dos Dânaos, que incessantes
Anseiam batalhar, e então mais doce
Lhes era a pugna que a tornada à pátria.
Clama e intima Agamêmnon que se aprestem,
E aêneo luz. Com prata finas grevas
Primeiro às pernas afivela; aos peitos
Loriga veste, que hóspede Ciniras
Mandou-lhe em dádiva, ao troar em Chipre
A nova de ir a Tróia a Grega armada:

Katia Horn – Canto XIII – link para página pessoal de Katia

Jove, Heitor já na praia, deixa aos Teucros
A angústia e o peso; aos Traces cavaleiros
Fúlgidos olhos volve, aos Hipomolgos
Glatófagos longevos, aos rompentes
Mísios, Ábios justíssimos dos homens;
Nem pensou que imortal algum viesse
Favorecer a Gregos ou Troianos.

Eliane Campelli – Canto XIV

Entre o beber sentiu Nestor o estrondo:
“Que será, grita, ó nobre Esculapides?
Perto a voz cresce de alentados jovens.
Liba tu roxo vinho, enquanto aquece
A de louras madeixas Hecamede
Banho em que lave da ferida os grumos:
Vou da atalaia examinar o caso.”

À câmara se foi, do seu Vulcano
Obra, a que ele ajeitou secreta chave,
Que nenhum deus a abrisse; fecha entrando
Os fúlgidos batentes: com ambrosia
Purifica primeiro o corpo amável,
Unge-o de óleo suavíssimo e sagrado,
Cuja fragrância, no Dial palácio
Esparsa, o pólo banha e a terra o sente;
Perfumada, penteia e anela a coma,
Que da imortal cabeça em flocos brilha;
Dedáleo odoro peplo airosa veste,
Bordado por Minerva, e ao peito o enlaça
Áurea presilha; um cinto em franjas belo
Ajusta; nas orelhas bem furadas
Pingentes mete insignes, de três gemas
De água ofuscantes; enrola à testa régia
Faixa nova e louçã, como o Sol clara;
Ata aos pés luzidíssimas sandálias.
Do camarim saiu toda enfeitada,
E a parte a Vênus chama: “Escuta, filha:
Negar-me-ás um favor, porque te enfada
Ser eu contrária a Tróia e a pró dos Gregos?”
Respondeu-lha a enteada: “Augusta prole
Do Grã Saturno, dize o que tens n’alma;
Que a minha é prestes a cumprir teu mando,
Se for possível.”

Simone Spoladore – Canto XVII – link para página de Simone no Wikipédia

Menelau, no conflito percebendo
Que jaz Patroclo, a proteger seu corpo
Entre a vanguarda marcha erifulgúreo:
Qual gemente primípara novilha
Meiga cerca o filhinho, o louro Atrida
Pugnaz, de hasta e rodela, ameaça firme
A quem se apropinquar.

Letícia Sabatella – Canto XX – link para página de Letícia no Wikipédia

Enquanto com o herói sedentos Graios
Se armam na frota, e na colina os Teucros,
Do Olimpo sinuoso expede Jove
Têmis, que gira tudo e chama os deuses
À Dial corte: menos o Oceano,
Rio algum não faltou, nem faltou ninfa
Que bosque habite ou fonte ou prado ervoso.
Já do Nubícogo em polidas selas,
Que lhe engenhou Vulcano, estavam todos,
Quando cortês o rei dos mares chega,
Toma seu trono e diz: “Senhor do raio,
Por que de novo os imortais convocas?
Sobre os Aqueus e os Teucros deliberas,
Prestos a arder em sanguinosa lide?”

Patrícia Reis Braga – Canto XXI

Da riba entanto se despenha Aquiles;
Mas, qual touro mugindo e a revolver-se,
Túmido o Xanto os apinhados mortos
De si furioso expele, esconde os vivos
Na alva corrente e vórtices profundos,
E o voraz homicida escarcéus turvosCerram,
batem no escudo, os pés lhe embargam.

Salvio Nienkötter – fragmento do texto original em grego

Μῆνιν ἄειδε, θεά, Πηληιάδεω Ἀχιλῆος
οὐλομένην, ἣ μυρί’ Ἀχαιοῖς ἄλγε’ ἔθηκε,
πολλὰς δ’ ἰφθίμους ψυχὰς Ἄϊδι προῒαψεν
ἡρώων, αὐτοὺς δὲ ἑλώρια τεῦχε κύνεσσιν
οἰωνοῖσί τε πᾶσι· Διὸς δ’ ἐτελείετο βουλή·
ἐξ οὗ δὴ τὰ πρῶτα διαστήτην ἐρίσαντε
Ἀτρεΐδης τε ἄναξ ἀνδρῶν καὶ δῖος Ἀχιλλεύς.
___________________________________________________________________________________

Frei Beto, também presente na ocasião, abençoou a atitude da Companhia e liberou-a do pecado original.

Fotos: Gilson Camargo

27
Jun
08

fundação da associação cultural e artística iliadahomero – auditório da biblioteca pública do paraná – 12/06/08


ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA ILÍADAHOMERO – ESTATUTO SOCIAL

CAPÍTULO I – DENOMINAÇÃO, SEDE E FORO
Artigo Primeiro: Sob a denominação de ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA ILÍADAHOMERO fica, por este instrumento, constituída uma associação civil e privada – sem finalidades lucrativas – de âmbito nacional e supranacional, com indeterminado tempo de atividade e com sede e foro em Curitiba, Paraná, Brasil, na Rua Tibagi, 83, Centro, Curitiba-PR.
Parágrafo Único: Esta associação será regida pelos artigos 53 a 61 do Código Civil Brasileiro e pelas disposições do presente estatuto.

CAPÍTULO II – FINALIDADES E OBJETIVOS DA ASSOCIAÇÃO
Artigo Segundo: A associação tem como objetivos e finalidades:
(I) A reunião, união e congregação de seus associados para fins não-econômicos, culturais, artísticos, apartidários e universalizantes;
(II) A promoção e a defesa, com finalidades pacíficas e libertárias, da arte, da cultura, da liberdade de expressão, das liberdades civis em geral e a difusão de valores humanísticos e humanitários para toda a sociedade brasileira;
(III) O estudo e a difusão, por todos os meios e formas possíveis, de textos literários clássicos, contemporâneos e vanguardistas da cultura universal e de toda e qualquer forma de expressão artística que esteja vinculada a estes textos e/ou que seja de interesse dos associados;
(IV) A promoção de atividades teatrais e em outros suportes midiáticos (ensaios, apresentações, oficinas, festivais, entre outras) voltadas para o estudo e a difusão pública de textos literários clássicos, contemporâneos e vanguardistas da cultura universal;
(V) O apoio a, a colaboração com e a participação em políticas públicas, privadas e mistas, nacionais e internacionais de fomento à leitura e à difusão do conhecimento, por meios próprios ou mediante parcerias, colaborações, contratos, acordos e convênios com terceiros, em caráter oneroso ou não;
(VI) O apoio a, a colaboração com e a participação em políticas públicas, privadas e mistas, sejam nacionais ou internacionais de fomento ao software livre e de código aberto e ao licenciamento, distribuição e circulação livre de ativos culturais, notadamente quando relacionadas com os itens (I) a (V), supra;
(VII) A documentação de suas atividades e a difusão e distribuição desta documentação por todos os meios e tecnologias hoje disponíveis ou a serem desenvolvidas, preferencialmente por meio de políticas de licenciamento livre, copyleft, compartilhado ou produção colaborativa, ou mesmo mediante disponibilização em domínio público;
(VIII) A criação e publicação, em caráter gratuito ou oneroso, de revistas, jornais, periódicos, livros, impressos, sítios e bases de dados na Internet voltados para a difusão de conteúdo gerado pela associação e/ou por seus associados;
(IX) A organização, execução e participação, no Brasil e fora dele, isoladamente ou em conjunto com outras entidades, de reuniões, encontros, congressos, simpósios, feiras, eventos, festas, festivais, mostras culturais, intervenções e instalações artísticas e site specific, sempre em temas e pautas de
interesse da associação;
(X) O investimento permanente na qualificação artística e cultural de seus associados, viabilizando a estes últimos benefícios como bolsas de estudo, cursos, participação em eventos, congressos, mostras e festivais de arte e cultura, viagens de cunho institucional no Brasil e ao exterior, desde que tais investimentos resultem em benefícios inequívocos à entidade e ao corpo associativo como um todo.
(XI) A defesa do patrimônio artístico, histórico, ambiental, paisagístico e cultural da sociedade brasileira e em especial da cidade de Curitiba;
(XII) O apoio e o fomento a artistas plásticos, atores teatrais, compositores, músicos, fotógrafos, escritores, historiadores, lingüistas, professores e congêneres, mediante projetos colaborativos, propostas de parcerias, convergências em projetos próprios da associação ou fomento, tutela e co-organização de projetos de terceiros.
(XIII) A elaboração e execução de projetos, estudos e linhas de pesquisa que, mediante participação dos associados, visem dar implementação prática aos itens anteriores, inclusive mediante mecanismos de incentivo à cultura ou obtenção de prêmios e dotações, em qualquer âmbito artístico e cultural;

CAPÍTULO III – PATRIMÔNIO DA ASSOCIAÇÃO
Artigo Terceiro: O patrimônio da associação poderá ser constituído por bens móveis e imóveis, aplicações financeiras e objetos e apetrechos destinados ao exercício de suas atividades.

Artigo Quarto: O patrimônio da associação poderá resultar de:
(I) Doações, patrocínios ou contribuições de seus associados ou de terceiros;
(II) Rendimentos de aplicações financeiras e outros ganhos provenientes de rendas patrimoniais;
(III) Resultados de suas atividades;
(IV) Legados e heranças de bens, valores e direitos;
(V) Edição, distribuição ou licenciamento a terceiros de publicações, filmes, vídeos, bases de dados e outras mídias, desde que relacionados com os objetivos da entidade;
(VI) Receitas provenientes do uso e exploração por terceiros de direitos de propriedade intelectual originários da produção cultural da associação;
(VII) Subvenções, doações, dotações ou financiamentos públicos, privados ou mistos, nacionais e internacionais que possam vir, por sua natureza, a se incorporar ao patrimônio associativo;
(VIII) Outras fontes que venham a ser aprovadas pela Associação.
Parágrafo Primeiro: De modo geral, a manutenção das atividades da associação se dará mediante a realização de eventos e promoções culturais, pela prestação de serviços a terceiros (tais como oficinas de teatro e consultorias artísticas), venda de livros e outros meios de documentação de suas atividades, ou por doações de seus associados ou de terceiros.
Parágrafo Segundo: A associação poderá produzir e realizar projetos e trabalhos específicos, obrigatoriamente vinculados com os objetivos elencados no artigo segundo, os quais poderão ser viabilizados e concretizados por meio da obtenção de doações e patrocínios, bem como com recursos e mecanismos de incentivo e fomento, em âmbito público (nas esferas municipal, estadual e federal, notadamente nas modalidades da Lei Rouanet, PRONAC, Mecenato, Lei de Incentivo à Cultura, prêmios e parcerias análogos, ou mecanismos que vierem a substituir os mencionados), privado ou público, ainda que em âmbito internacional.

Artigo Quinto: O patrimônio e as receitas da associação deverão ser investidos obrigatoriamente em favor dos objetivos a que se destina a entidade, ressalvados os gastos despendidos em favor de seu funcionamento administrativo e o investimento na qualificação de seus membros, tal como previsto no item (X) do artigo segundo, supra.

Artigo Sexto: É admitido, como princípio de ordem programática da associação, a sua eventual e futura transformação em OSCIP – ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO, situação em que deverão ser observadas as disposições legais aplicáveis, tais como a Lei 9.790/99 e normas infralegais correlatas.

Artigo Sétimo: No caso de dissolução da associação, os bens remanescentes e que não tenham, por força de lei, destinação específica, serão destinados para outra pessoa jurídica congênere que esteja registrada no Conselho Nacional de Assistência Social, de livre escolha da Diretoria Administrativa.

CAPÍTULO IV – ASSOCIADOS
Artigo Oitavo: A associação será constituída pela totalidade dos presentes na sua assembléia geral de constituição que forem signatários da ata de sua constituição.

Artigo Nono: A associação será constituída por número ilimitado de associados, que serão admitidos no quadro social mediante análise, na Assembléia Geral, de requerimento escrito ou oral de admissão. A admissão dar-se-á por aprovação da maioria simples dos presentes em assembléia.
Parágrafo Único: A qualidade de associado é intransmissível e indelegáveis são seus direitos e deveres.

Artigo Décimo: Via de regra, a associação será constituída por pessoas físicas. Poderão ser admitidas no quadro de associados pessoas jurídicas (de direito público, privado ou misto), desde que haja efetivo interesse e benefício para a associação. Para qualquer efeito, a pessoa jurídica que integrar a associação se equipara a uma pessoa física, em direitos e obrigações.

Artigo Décimo-Primeiro: Ficam estabelecidas as seguintes categorias de associados:
(I) Fundadores: aqueles que assinarem a ata de constituição da associação;
(II) Honorários: aqueles aos quais a Assembléia Geral conferir esta distinção, espontaneamente ou por proposta de qualquer dos associados, em virtude dos relevantes serviços prestados à associação;
(III) Colaboradores: todos os demais associados que colaborarem com a associação e contribuírem para a consecução das suas finalidades.

Artigo Décimo-Segundo: Os associados fundadores e colaboradores se equiparam em direitos e deveres.

Artigo Décimo-Terceiro: São direitos dos associados:
(I) Livre manifestação e direito à voz em todas as instâncias da associação;
(II) Votar e serem votados para cargos eletivos;
(III) Tomar parte nas Assembléias Gerais;
(IV) Participar dos projetos culturais e artísticos da associação;
(V) Elaborar sugestões de projetos, ações, intervenções e linhas de pesquisa, para serem decididas pelos órgãos deliberativos;
(VI) Formular requerimentos aos órgãos deliberativos;
(VII) Envergar publicamente a condição de associado, desde que em atividades que estejam vinculadas aos interesses da associação e obrigatoriamente com comunicação prévia à associação;

Parágrafo Primeiro: Os associados honorários não têm direito a voto e nem podem ser votados para os cargos eletivos. A obrigatoriedade de comunicação prévia prevista no inciso (VII), supra não se aplica aos associados honorários.

Parágrafo Segundo: Nenhum associado poderá ser impedido de exercer direito ou função que lhe tenha sido conferido pela associação, a não ser nos casos e pela forma previstos na lei ou no estatuto.

Artigo Décimo-Quarto: São deveres dos associados:
(I) Cumprir as disposições estatutárias e legais e zelar para que sejam cumpridas pelos demais associados;
(II) Preservar a harmonia associativa;
(III) Acatar as determinações da Diretoria Administrativa, do Conselho Deliberativo e da Assembléia Geral;
(IV) Zelar pela preservação dos interesses e da reputação pública da associação perante a sociedade.
(V) Desempenhar com zelo e eficiência as atividades e atribuições que lhe tiverem sido conferidas pela associação;
(VI) Contribuir financeiramente para a associação, quando isto for decidido em Assembléia Geral convocada especificamente para este fim;
(VII) Participar das atividades e reuniões da associação e concorrer com seus esforços pessoais para a plena consecução de seus objetivos e pelo seu bom desempenho administrativo, programático ou financeiro, zelando pela boa imagem da associação e de seus associados, assim como das entidades e organizações com as quais a associação mantenha contrato, parceria ou colaboração;

Artigo Décimo-Quinto: Havendo justa causa, descumprimento do rol de deveres da cláusula anterior ou prática, no âmbito associativo, de ato irregular, julgado ilegal e/ou contrário aos interesses da associação, o associado poderá ser (I) advertido (para uma falta leve) ou (II) excluído do quadro associativo (mais de uma falta leve ou falta grave), por decisão administrativa do Conselho Deliberativo, após o exercício do direito de defesa. Da decisão, que terá efeito imediato, caberá recurso à Assembléia Geral, a qual será convocada extraordinariamente no prazo máximo de 30 dias, a contar do protocolo do recurso, cuja decisão será soberana e terminativa sobre o caso.

Artigo Décimo-Sexto: Independentemente de notificação prévia, será automaticamente excluído da entidade o associado que, sem justificativa prévia, deixar de comparecer a 3 (três) assembléias consecutivas (sejam elas ordinárias ou extraordinárias) ou faltar ao mesmo número de reuniões para as quais tiver sido convocado ou convidado.

Artigo Décimo-Sétimo: Os associados não respondem, nem mesmo em caráter subsidiário, pelas obrigações e encargos da sociedade perante terceiros, inclusive de natureza fiscal e social.

Artigo Décimo-Oitavo: Não há, entre os associados, direitos e obrigações solidários ou recíprocos.

Artigo Décimo-Nono: A nenhum associado será presumida a preposição ou representação da entidade sem que esteja de posse de instrumento expresso e determinado de outorga, autorização ou delegação ou, ainda, sem que ocupe função expressamente determinada em atas de assembléia, eleição ou nomeação.

CAPÍTULO V – ADMISSÃO E EXCLUSÃO DOS ASSOCIADOS
Artigo Vigésimo: Com exceção dos associados fundadores, os associados serão admitidos no quadro social mediante análise, na Assembléia Geral, de requerimento de admissão.

Artigo Vigésimo-Primeiro: A admissão dar-se-á por maioria simples dos presentes em Assembléia Geral.

Parágrafo Único: A admissão dos associados operacionalizar-se-á por meio da assinatura do livro de admissão de associados.

Artigo Vigésimo-Segundo: A demissão ou exclusão dos associados dar-se-á por meio de ato administrativo do Conselho Deliberativo, quando este tomar conhecimento de fato que recomende esta providência, observada a sistemática recursal já prevista neste estatuto.

Parágrafo Único: O desligamento espontâneo de associado dar-se-á por meio de comunicação escrita à Diretoria Administrativa e terá efeitos imediatos após a comunicação.

CAPÍTULO VI – ÓRGÃOS DELIBERATIVOS
Artigo Vigésimo-Terceiro: A associação é composta pelos seguintes órgãos: Assembléia Geral, Conselho Deliberativo e Diretoria Administrativa.

Artigo Vigésimo-Quarto: A administração geral do dia-a-dia da associação estará a cargo da Diretoria Administrativa, sujeita ao controle periódico do Conselho Deliberativo (que elegerá, dentre seus pares, o Diretor Administrativo) e à homologação anual da Assembléia Geral, em sessão de prestação de contas.

ASSEMBLÉIA GERAL
Artigo Vigésimo-Quinto: A Assembléia Geral, instância soberana da associação, constituir-se-á de todos os associados no uso e gozo de suas prerrogativas e será realizada, ordinariamente e sob convocação da Diretoria Administrativa, ao menos uma vez por ano, até o dia primeiro de março de cada ano.

Artigo Vigésimo-Sexto: Compete privativamente à Assembléia Geral:
(I) Eleger e destituir os membros do Conselho Deliberativo;
(II) Destituir a Diretoria Administrativa, quando houver omissão do Conselho Deliberativo;
(III) Apreciar recursos contra decisões do Conselho Deliberativo;
(IV) Deliberar e votar alterações estatutárias, as quais poderão ser sugeridas pela Diretoria Administrativa, pelo Conselho Deliberativo ou por quaisquer dos presentes, sendo aprovadas por 2/3 dos votos;
(V) Apreciar propostas da Diretoria Administrativa, de concessão de titulo de associado honorário e outras matérias de interesse da assembléia;
(VI) Deliberar sobre alienação de patrimônio;
(VII) Aprovar as contas anuais da Diretoria Administrativa;
(VIII) Deliberar e aprovar regimento interno, quando necessário;
(IX) Estabelecer arrecadação de recursos mediante contribuições episódicas ou periódicas dos associados. Neste caso, a Assembléia deverá ser convocada especificamente para esta finalidade, no curso da qual a Diretoria Administrativa e/ou o Conselho Deliberativo deverão demonstrar ao quadro de associados a necessidade e os objetivos da contribuição almejada.
(X) Dissolver a associação, matéria que poderá ser sugerida pela Diretoria Administrativa, pelo Conselho Deliberativo ou por quaisquer dos presentes, desde que aprovada por 2/3 dos votantes.

Parágrafo Único: A realização anual e ordinária da Assembléia Geral tem como finalidade primordial, a discussão e homologação das contas da associação e a apreciação do relatório anual da Diretoria Administrativa.

Artigo Vigésimo-Sétimo: A Assembléia Geral será realizada extraordinariamente quando convocada pela Diretoria Administrativa, pelo Conselho Deliberativo ou por no mínimo 1/5 dos associados no gozo de suas prerrogativas associativas.

Artigo Vigésimo-Oitavo: A convocação da Assembléia Geral será feita mediante correspondência enviada aos associados, contendo a ordem do dia, por qualquer meio de efetiva comunicação, inclusive por correspondência eletrônica nos endereços cadastrados pelos associados (ficando estes últimos responsáveis a mantê-los atualizados nos cadastros da associação).

Artigo Vigésimo-Nono: A Assembléia Geral instalar-se-á em primeira convocação com 2/3 dos associados e em segunda convocação com qualquer número, sendo obrigatória a presença da Diretoria Administrativa. Matérias alusivas à dissolução da associação e alterações estatutárias deverão contar com um quorum mínimo de 20 por cento dos associados.

Parágrafo Único: Via de regra, a Assembléia Geral será presidida e secretariada por qualquer dos integrantes do Conselho Deliberativo, podendo, adicionalmente, qualquer pessoa presente em assembléia se candidatar a fazê-lo, quando da abertura da Assembléia.

Artigo Trigésimo: A Assembléia Geral poderá contar, para a sua realização e de modo a viabilizar a participação associativa à distância, com o apoio de tecnologias que permitam a participação não-presencial dos associados, tais como difusão por sinal digital, streaming de vídeo e outras tecnologias, desde que estas permitam identificar com clareza inequívoca os participantes, as deliberações e o processo de votação de temas de interesse da associação. Ainda assim, os associados residentes em Curitiba-PR deverão sempre e em qualquer hipótese se reunir em assembléia presencialmente. Em caso de dúvidas na apuração de votos ou resultado de deliberações em que tais tecnologias concorrerem para a realização da assembléia, prevalecerão unicamente os resultados somados dos votos de associados que tiverem participado presencialmente da assembléia.

CONSELHO DELIBERATIVO
Artigo Trigésimo-Primeiro: O Conselho Deliberativo será constituído por um colegiado de pelo menos cinco associados, sempre em número ímpar, os quais serão eleitos a cada dois anos pela Assembléia Geral.

Artigo Trigésimo-Segundo: Compete ao Conselho Deliberativo:
(I) Cumprir e fazer cumprir o estatuto social;
(II) Eleger e destituir, dentre seus pares, a Diretoria Administrativa;
(III) Advertir ou excluir associados, na forma deste estatuto;
(IV) Fiscalizar primariamente a administração da associação, de suas rendas e patrimônio pela Diretoria Administrativa;
(V) Mediante reuniões de trabalho com a Diretoria Administrativa, dar cumprimento ao rol de finalidades e objetivos do artigo segundo, supra;
(VI) Vetar ou revogar, quando necessário e por maioria de seus membros, as decisões da Diretoria Administrativa;
(VII) Definir e conceber, do ponto de vista estratégico, legal e institucional, as políticas e projetos culturais da associação;
(VIII) Planejar e coordenar a execução dos projetos, atividades e linhas de pesquisa da associação, diretamente ou mediante escolha de associados;
(IX) Nomear COORDENADORES ARTÍSTICOS dos projetos e linhas de pesquisa da entidade, a quem são garantidas a concepção artística, estética e teatral e aos quais incumbe, conforme o caso, a função de direção, produção e/ou de assistência de direção destes projetos;
(X) Convocar Assembléia Geral, na omissão da Diretoria Administrativa;
(XI) Suprir as decisões da Diretoria Administrativa e seu poder de representação da associação, na forma deste estatuto, quando houver vacância de cargo ou quando esta estiver impedida de desempenhar suas atividades.

Artigo Trigésimo-Terceiro: O Conselho Deliberativo se reunirá periodicamente para deliberações acerca de temas de sua competência.

Parágrafo Primeiro: Não haverá distinção de qualquer natureza entre os membros do Conselho Deliberativo, tendo todos os mesmos direitos a voz e voto. Em caso de empate, prevalecerá a decisão do Diretor Administrativo, exceto se este estiver impedido de votar.

Parágrafo Segundo: Qualquer integrante do Conselho Deliberativo poderá convocar reunião ou solicitar deliberação de seus pares.

Parágrafo Terceiro: Serão consideradas válidas deliberações tomadas pelo Conselho Deliberativo mediante correspondência eletrônica.

Artigo Trigésimo-Quarto: O mandato dos membros do Conselho Deliberativo será de dois anos, podendo haver reconduções sucessivas, parciais ou totais, sem qualquer limitação.

DIRETORIA ADMINISTRATIVA
Artigo Trigésimo-Quinto: A Diretoria Administrativa será exercida por um membro do Conselho Deliberativo, o qual será escolhido a cada dois anos dentre seus pares, na primeira ata de reunião de cada nova gestão daquele colegiado.

Artigo Trigésimo-Sexto: Compete à Diretoria Administrativa:
(I) A responsabilidade fiscal perante terceiros pelos atos praticados pela associação;
(II) A representação da entidade perante a sociedade, em juízo ou fora dele, ativa ou passivamente;
(III) A administração e gestão direta dos recursos humanos, materiais e patrimoniais da associação;
(IV) A contratação e demissão de funcionários;
(V) Manter os livros fiscais, contábeis, de registro de associados e demais documentos da entidade em ordem;
(VI) Zelar pela aplicação correta, escorreita e regular de recursos de origem pública, mista ou de terceiros, especialmente no âmbito de projetos de incentivo e fomento à cultura;
(V) Assinar requerimentos e projetos formulados pela associação, notadamente em projetos de incentivo cultural, fomento e congêneres;
(VI) Convocar a Assembléia Geral;
(VII) Prestar contas de seus atos periodicamente ao Conselho Deliberativo e, de forma consolidada, para a Assembléia Geral anual;

Parágrafo Primeiro: Quando das reuniões do Conselho Deliberativo, a Diretoria se equipara integralmente, em direitos e deveres, aos demais membros, exceto em votações de seu interesse.

Parágrafo Segundo: Compete ao membro que estiver por mais tempo em exercício no Conselho Deliberativo, substituir a Diretoria Administrativa em suas atribuições quando ausente, impedida ou vago estiver o cargo. Havendo equiparação de tempo de exercício entre dois ou mais membros do Conselho Deliberativo, substituirá a Diretoria Administrativa aquele que dentre estes tiver nascido primeiro.

Parágrafo Terceiro: A celebração de contratos, convênios, constituição de obrigações, assinatura de cheques e demais títulos de crédito, abertura e movimentação de contas bancárias deverá ser feita mediante assinatura da Diretoria Administrativa em conjunto com pelo menos mais um membro do Conselho Deliberativo. Esta providência se aplica também para a constituição de mandatários e procuradores da entidade, hipóteses em que obrigatoriamente será ouvido o conselho deliberativo, salvo em casos de manifesta urgência, sujeitos a posterior homologação, pelo próprio conselho.

Artigo Trigésimo-Sétimo: O mandato da Diretoria Administrativa será de dois anos e poderá ser remunerado caso exista previsão legal e mediante decisão em Assembléia Geral convocada especificamente para esse fim, podendo haver reconduções sucessivas, sem qualquer limitação.

CAPÍTULO VII – DISSOLUÇÃO DA ASSOCIAÇÃO
Artigo Trigésimo-Oitavo: A dissolução da associação dar-se-á por:
(I) Deliberação de 2/3 da assembléia geral, respeitado o quorum já previsto neste estatuto;
(II) Incapacidade superveniente da associação em atingir suas finalidades estatutárias;
(III) Nos demais casos previstos em lei.
Parágrafo Único: Excedentes financeiros que tenham como origem recursos estatais ou verbas públicas serão devolvidos para a sua fonte de origem ou destinados, na forma da lei, a pessoa jurídica de direito público de categoria equivalente à fonte de origem, antes da dissolução da associação.

CAPÍTULO VIII – DISPOSIÇÕES FINAIS
Artigo Trigésimo-Nono: Este estatuto poderá ser reformado em Assembléia Geral convocada para esse fim por decisão de no mínimo 2/3 dos presentes, respeitado o quorum mínimo previsto neste estatuto.

Artigo Quadragésimo: Quando houver lacuna ou omissão nas normas estatutárias caberá ao Conselho Deliberativo decidir, decisão esta que deverá ser submetida à próxima assembléia geral ordinária para que esta a referende, sempre de acordo com as normas legais.

O presente estatuto foi aprovado em Assembléia Geral originária e de constituição realizada em Curitiba-PR, no dia 12 de junho de 2008, no auditório da BIBLIOTECA PÚBLICA DO PARANÁ, na Rua Cândido Lopes, 133, estando absolutamente conforme com a Lei 10.406 de 10/01/2002.

Os abaixo assinados declaram que o presente estatuto foi lido e aprovado na Assembléia Geral de constituição e eleição do Conselho Deliberativo e impresso e assinado em três vias, de igual teor e forma.


Associados Fundadores (por ordem de assinatura):
Claudete Pereira Jorge
Luiz Felipe Leprevost
Patricia Reis Braga
Rodolfo Brandão de Proença
Marcos A. Cordiolli
Mathieu Bertrand Struck
Octavio Adão de Camargo Neto
Nautílio Bronholo Portela
Gilson Neves de Camargo Junior
Renata Carvalho Gonçalves
Richard Rebelo
Lourinelson W. Santos







10
Jun
08

júpiter sentado se regozija a rir-se do conflito / patricia reis braga

Itineração do Canto 21 e 22 da Iliada (a partir de dezembro de 2000), interpretado por Patricia Reis Braga, por 9 cidades brasileiras:

Curitiba (PR), Joinville (SC), Ouro Preto (MG), Teresina (PI), São Luiz do Maranhão (MA), São Paulo (SP), Vitória (ES), Campinas (SP) e Porto Alegre (RS)

apresentações de Patricia Reis Braga – Iliada cantos 21 e 22

- Beto Batata – dezembro de 2000
- Universidade Federal do Paraná – março de 2001
- Espaço Arte e Café – maio de 2001 – Joinville SC
- Congresso de Estudos Clássicos – julho de 2001 – Ouro Preto – MG
- Sarau na case de Gavin Adams – março de 2002 – São Paulo
- 10 concurso de Monólogos Ana Maria Rego, junho de 2001, Teresina – PI.
- Museu Historico de São Luiz e Academia Maranhense de Letras – Julho de 2001
- Festival de Monólogos em Vitória – ES – outubro de 2002
- Empório Cultural Máscaras de Outono – São Paulo – abril de 2002
- Associação Palas Athena do Brasil, por indicação do professor Antônio Medina Rodrigues, também apresentando fragmentos do poema Ilíada em “Grandes Cursos” da TV Cultura – fevereiro de 2003 – São Paulo
- IEL – Instituto de Estudos da Linguagem na Universidade Estadual de Campinas na I Semana de Estudos Clássicos – outubro de 2004 – Campinas – SP
- Apresentações em escolas, na adaptação de Salvio Nienkötter, sob o titulo “O Sol de Homero” (Liceu Coração de Jesus, em SP. Espaço Semente em Campinas SP, Escola Estadual Pedro Macedo e Colégio Estadual Tenente Sprenger), em Curitiba – PR – 2005
- Conecção Sul – encontro de artistas contemporaneos de dança – maio de 2006 – Porto Alegre (RS)
- Casa do Saber – janeiro de 2007 – São Paulo

28
Fev
08

ilíada na casa do saber – são paulo, 12/07/2006

claudetepereirajorge_iliadahomero_casadosaber_sp_foto_gilsoncamargo.jpgclaudetepereirajorge_iliadahomero_casadosaber_sp_jul2006_foto_gilsoncamargo3.jpg
claudetepereirajorge_iliadahomero_casadosaber_sp_jul2006_foto_gilsoncamargo1.jpg
claudetepereirajorge_iliadahomero_casadosaber_sp_jul2006_foto_gilsoncamargo2.jpg
claudetepereirajorge_iliadahomero_casadosaber_sp_jul2006_foto_gilsoncamargo4.jpg
Claudete Pereira Jorge.
___________________________________________________________________________________

richardrebelo_iliadahomero_casadosaber_sp_jul2006_foto_gilsoncamargo14.jpg
richardrebelo_iliadahomero_casadosaber_sp_jul2006_foto_gilsoncamargo1.jpg
richardrebelo_iliadahomero_casadosaber_sp_jul2006_foto_gilsoncamargo2.jpg
richardrebelo_iliadahomero_casadosaber_sp_jul2006_foto_gilsoncamargo.jpg
Richard Rebelo.
___________________________________________________________________________________

medina_iliadahomero_casadosaber_sp_jul2006_foto_gilsoncamargo11.jpgmedina_iliadahomero_casadosaber_sp_jul2006_foto_gilsoncamargo.jpg
Antônio Medina Rodrigues – Professor de Língua Grega da USP, que apresentou a Cia. Ilíada Homero aos alunos da Casa do Saber.

27
Fev
08

Ilíada na Fundação Biblioteca Nacional – 29/08/2006

bn_fachada Fachada da Biblioteca Nacional, Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro.

Iliada na Fundação Biblioteca Nacional – 29/08/2006

A Fundação Biblioteca Nacional convida o público carioca a assistir as apresentações dos cantos I e XVI da Ilíada de Homero na tradução de Odorico Mendes, um espetáculo produzido pela Companhia Iliadahomero de Teatro, Curitiba – Paraná. O espetáculo acontecerá no dia 29 de agosto de 2006, no Auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional, às 17h. As apresentações teatrais, realizadas pelos atores Claudete Pereira Jorge e Richard Rebello, vem itinerando por diversas bibliotecas do país, divulgando a obra tradutória de Odorico Mendes num dos clássicos fundamentais da literatura ocidental.

Odorico é, segundo Haroldo de Campos, o Pai da “Transcriação” no Brasil Influenciou todas as traduções posteriores de Homero e Virgílio para a língua portuguesa. Sua obra é pouco conhecida do grande público. Em parte pela complexidade e erudição do seu experimentalismo lingüístico, que encantou autores como Souzândrade e Guimarães Rosa, em parte por estarem também esgotadas as edições do texto de sua Ilíada.

bn_saguao Saguão da Biblioteca Nacional – Foto de Jeff Belmonte
Licensed under Creative Commons Attribution 2.0

A Companhia Iliadahomero de Teatro, dirigida por Octavio Camargo, tem por objetivo realizar uma apresentação integral dos cantos da Ilíada na forma de monólogos teatrais. O grupo, formado por 24 atores, estuda a obra de Odorico desde 1999. O texto é encenado sem cortes, ressaltando a diversidade imitativa e dramática da prática dos rapsodos. O espetáculo tem tido o apoio da Biblioteca Pública do Paraná, e foi apresentado no dia 17 de agosto na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, seguido por um debate sobre Homero com Antõnio Medina Rodrigues, professor de língua grega da USP e responsável pela reedição da Odisséia de Odorico Mendes.

Os Cantos I e XVI da ilíada oferecem uma imagem sinóptica da “Ira de Aquiles”. A disputa entre Aquiles e Agamenon pela posse de Briseida no Canto I, motivo do rompimento de relações entre estes heróis e do afastamento de Aquiles do campo de batalha, e a morte de Patroclo no canto XVI, clímax do conflito, num episódio de aventuras e façanhas, que ocasionará o retorno de Aquiles à guerra.

ex_libris_bnEx-libris da Biblioteca Nacional (Eliseu Visconti, nanquim e guache sobre papel, 26×21 – 1903 – Coleção Biblioteca Nacional).

Evento: A Ilíada de Homero – Cantos I e XVI.
Local: Fundação Biblioteca Nacional. Rua México s/n. Centro – Rio de Janeiro
(Acesso pelo Jardim)
Dia: 29 de Agosto de 2006, às 17h.
Entrada franca